Cilindro fonográfico
O
cilindro fonográfico é o mais antigo meio de
armazenamento de áudio, utilizado pelo vibroscópio de
Thomas Young, pelo
fonoautógrafo de
Leon Scott e pelo
fonógrafo de
Thomas Edison.
1 Foi comercialmente utilizado para este fim desde a invenção de Edison, em 1877, até 1929, quando pararam de ser produzidos.
2 Desde 1894, passa a enfrentar a concorrência do
disco utilizado pela invenção de
Berliner, o
gramofone,
que acabaria ganhando a competição e tornando-se o meio de
armazenamento de áudio padrão do mercado da música até a ascensão do
disco de vinil, em meados da
década de 1940.
História
Antes da invenção do fonógrafo
A primeira invenção a gravar sons em um meio de armazenamento foi o vibroscópio, inventado por
Thomas Young no início do
século XIX, que já utilizava cilindros para realizar uma
representação gráfica analógica das
ondas acústicas.
1 Também o
fonoautógrafo, inventado por
Leon Scott
em 1857, utilizava o cilindro como meio de armazenamento através de um
cone acústico, que captava as ondas sonoras, e de um diafragma, que
traduzia aquelas ondas sonoras em movimento mecânico de uma agulha que,
enfim, gravava o cilindro.
1
Estes aparelhos, entretanto, não permitiam a reprodução do som gravado
no cilindro, isto é, não possibilitavam que fosse feito o caminho
inverso e a impressão do movimento mecânico da agulha fosse novamente
transformada em som. Isto porque estes aparelhos preocupavam-se em
possibilitar meios de estudo da
acústica, não pretendendo reproduzir o som gravado, para qualquer fim.
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O fonógrafo
No
fonógrafo, inventado por
Thomas Edison em
21 de novembro de 1877,
3
os cilindros eram gravados de forma análoga ao que já acontecia com o
fonoautógrafo, mas, ao girar-se o cilindro ao contrário com o auxílio de
outro tipo de agulha, o aparelho lia a informação sonora gravada no
cilindro, reproduzindo o som.
1 Porém, na invenção de Edison, o cilindro ficava conectado ao aparelho sendo confeccionado de uma folha de
estanho contendo sulcos no fundo dos quais a gravação era armazenada.
1 Embora abrisse a possibilidade da utilização comercial do som,
3
a invenção de Edison teve dificuldades para ser comercializada por
diversas razões: em primeiro lugar, o inventor pretendia que ela tivesse
um uso mais prático, como o
telefone ou o
telégrafo, e não de
entretenimento,
1 e, também, por estar com suas forças voltadas para a divulgação da
lâmpada incandescente.
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Os cilindros removíveis
Em 1879,
4 Alexander Graham Bell
e seu associado Charles Tainter começam a trabalhar em melhorias para o
fonógrafo de Edison de modo a torná-lo comercialmente viável e, também,
para conseguir modificá-lo a ponto de obterem
patentes independentes.
1
Em 1886, eles conseguem patentear um aparelho chamado grafofone que
além de utilizar cilindros removíveis, isto é, os cilindros poderiam ser
comercializados independentemente do aparelho, utilizava cilindros
feitos de uma base de
papelão coberta com
cera (portanto, bem mais baratos que os cilindros de folha de estanho de Edison).
1
Com o início da comercialização do grafofone para reprodução de música
(em menor escala) e de ditados, Edison decide trabalhar novamente no
fonógrafo criando um cilindro inteiramente de
cera de carnaúba que resolve o problema de
dilatação
dos materiais no calor (devido à diferença dos coeficientes de
dilatação do papelão e da cera, os cilindros quebravam facilmente), mas,
com isso, quebra a patente de Bell.
1
Sistemas de duplicação da gravação
Os cilindros moldados a ouro de Edison
Um dos principais problemas para a comercialização dos cilindros era a
dificuldade em reproduzi-los em série, o que tornava necessária a
gravação artesanal dos cilindros consumindo muito tempo e dinheiro. Cada
cilindro saía diferente do outro e dois cilindros com a mesma música
executada pelo mesmo artista podiam ter diferenças consideráveis de
qualidade.
1 Para resolver estas dificuldades várias tecnologias foram inventadas como a
moldagem e a reprodução
pantográfica utilizada pela
Pathé que propiciava a cópia de cinco cilindros por vez.
1
A moldagem inicialmente desenvolvida é bem primitiva, feita a
utilização da técnica da prensagem. Entretanto, em 1902, Edison
desenvolve uma técnica de moldagem a ouro utilizando um processo
eletrolítico.
1
Desenvolvimentos tardios e a concorrência com o disco
Cilindros usados em ditados
Outras inovações técnicas são inventadas ao longo dos anos para os cilindros, como: os inquebráveis, feitos em
celulose
e outros materiais; os de longa duração, entre 4 e 6 minutos; e os
coloridos. Essas inovações chegariam aos discos apenas 50 anos depois.
1
Além disso, os cilindros possibilitavam a sua reutilização através da
raspagem da cera (o que criou um mercado secundário de cilindros já
utilizados que eram vendidos para raspagem e cilindros raspados que eram
vendidos para serem reutilizados) e a comercialização de cilindros
virgens para a gravação doméstica (razão pela qual continuaram no
mercado de ditados durante mais tempo que no de música).
1
Estas inovações somadas a certas vantagens dos cilindros, que não
apresentarem problemas de gravação no centro como os discos, que tem
problemas para manter a velocidade de rotação no centro, mostram que não
é por uma pretensa "pior qualidade sonora" que os cilindros perderam
para o disco a importância de meio de armazenamento padrão da indústria,
mas sim pelas inovações trazidas ao processo de produção e
comercialização.
5
O que os discos permitem é passar de um método de produção
semi-artesanal (como o utilizado pelos cilindros) para outro industrial
de massa.
5 Além disso, na comercialização, o disco possibilita a existência do
selo fonográfico,
estampado em seu centro, bem como de "capas", e, também, a manutenção
das qualidades básicas entre as diversas cópias, de modo que ele atinge
as qualidades necessárias para ser considerado um produto.
5
Assim, por essas razões, as vendas dos cilindros vão caindo a partir da
década de 1910 até deixarem de ser produzidos como meio de armazenamento de áudio pela indústria da música em 1929.
2 Continuariam sendo utilizados, entretanto, para ditados até meados da
década de 1950.
Alunas: Alexia Rocha e Kariny Sanches
Série: 2B e 2C
08/04/2014
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